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É hora de reconstruir!

Não gosto de separação, me entristece, mas é um fato e tenho que refletir a respeito. Quando os contratos explícitos e implícitos do casamento se rompem o casamento chega ao final, surgem sentimentos de fracasso, ressentimentos, desilusões, expectativas frustradas; o medo de enfrentar as perdas, de ter que dividir o que se achava indivisível (o outro), conscientizar-se que os sonhos idealizados juntos, não vão acontecer, que o vínculo foi partido, que há de se abrir mão de coisas que antes foram tão importantes e agora? . . O rompimento é vivido com muita dor, medo, raiva, posse, rejeição, depressão e tantos outros sentimentos dolorosos. É necessário viver o luto da perda, enterrar o que não é mais vivo para você. Em meio às muitas lágrimas, e todos sentimentos já descritos, você começa lentamente a se levantar, ou não; você pode enfrentar vivendo todo o ciclo da perda ou viver e reviver o desencontro amoroso, tornando-se uma pessoa amarga. E a dor não passa nunca, só acumula rancor e solidão. A separação é algo extremamente doloroso, a dor é visceral, é um corte profundo no seu mundo “arrumado”.
Passado o vendaval, inicia-se a desvinculação que é lenta e gradual; há um misto de alívio e falta, muito comuns nesse processo de desvinculação. No olhar retrospectivo uma duvida surge: será que eu amava uma pessoa imaginária, inventada pelo meu desejo do parceiro imaginário?
Depois da arrumação interna, e não há tempo pré-determinado, fundamental é que esta seja consolidada, a baixa auto-estima muito bem trabalhada; afinal, reconstruir. Para tal, mudanças de atitudes são necessárias, perceber-se como uma pessoa capaz de refazer sonhos, construir alicerces para esses sonhos, olhar o mundo com olhos de quem quer assumi-la com a sua capacidade de saber que sua confiança tem de vir de dentro para fora e não de fora para dentro, que a opinião do outro é importante, sim, mas não ao ponto de desestabilizá-la. Me alegra observar a capacidade que o ser humano tem de se auto-descobrir. Como somos capazes de trazer para a nossa nova identidade, novos valores, reavaliarmos conceitos e comportamentos tão arraigados e nos livrarmos deles, preencher lacunas que nem havíamos percebido que estavam lá. O novo só nasce quando nos libertamos dos velhos tabus, de rotinas nas quais nós mesmos nos confinamos. O recomeço de uma nova etapa nos dá a oportunidade de rever velhos hábitos e decidirmos se queremos que eles façam parte ou não desse novo ser.
Recomeçar uma vida após uma separação pode até significar, depois de tantas descobertas, que você não está “re-começando” e sim começando!
O novo atrai mas também assusta, bom senso é sempre bem vindo. Um novo chegar em casa, um novo deitar, um novo levantar, uma rotina nova que vai depender de como vivencia-la; novos amigos, novos assuntos novos compromissos e responsabilidades; o novo é bom. Caminhe por esse recomeço mas não se esqueça que prudência é essencial em todas as áreas da nossa vida. Aprenda mais sobre você, questione os seus conflitos, saiba discernir entre o certo e o errado para sua vida. Estando pronta, não feche o seu coração; amar é gratificante, deixe o outro novo entrar na sua vida, se dê essa oportunidade, restabeleça a crença de que um casamento bem consolidado dá certo.

Neusa A Mendes

Olhando em volta percebo o novo
O novo me invade,me provoca,me excita
me sinto mais viva; mulher e menina
Os planos transbordam e me deixam pensar
que é tão bom o novo por que posso recomeçar.
Neusa A. Mendes - 25/06/2002


"Recomeçar com passos fortes e ir além"
Neusa A. Mendes


"Eu limpei minha vida
te tirei do meu corpo
te tirei das estranhas
fiz um tipo de aborto
e por fim
nosso caso acabou,
está morto"

Letra: Nelson Gonçalves Música: Ivan Lins e Vitor Martins


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